parecia-lhe que o mal do mundo e a solução eram um só: a comunicação. ora um peixe pego pelo anzol, ora um recém-nascido alimentado no peito. a boca era a porta para tudo.
não lhe parecia mais tão absurda a idéia do silêncio, antes calado do que mal-interpretado. seu próprio som era agora uma ameaça. palavras eram farpas, fagulhas, pregos enferrujados. restava ainda a compaixão pelo ouvido próximo.
queria maneiras de um ferreiro, forjar todo aquele ferro retorcido até torná-lo inofensivo. quem sabe até belo. precisava de um mantra que o impedisse de disparar até que dominasse aquela arte. caso o gatilho lhe escapasse das coordenações, havia de saber mirar no vazio, evitando mais uma vítima.
não queria ser aquele atirador dormente em sua garganta.
03 Outubro, 2009
vasculhar o passado
- leonino. sua savana cresce a cada dia, em mim. é u...
- desconhecia as datas em que as estações se alterna...
- ele dorme em minha cama. nos outros aposentos, a d...
- se pegava às vezes procurando definições e palavra...
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- uff..
- faz tempo que não consigo sentar e escrever coisas...
- haiku
- bom dia.
- empty.


2 Comments:
ronaldo
Bruno! vim conhecer seu blog e ler seus pensamentos!
Abço
Pitango
www.tchubaduba.blogspot.com
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